25 de abr. de 2013

DEPRESSÃO PÓS-PARTO



Devido às próprias circunstancias afetivas e/ ou fatores hormonais que acontece  durante a gestação provavelmente pode ocorrer, um breve período de depressão materna chamada partum blues. Podendo evoluir e estabelecendo uma depressão pós-parto com durabilidade de semanas ou  até vários meses sobrevindo  como sintomas:  grande irritabilidade,  ânimo diminuído para os cuidados do bebê, baixa autoestima, vontade de dormir, choro fácil, desproteção, neste caso o vínculo com o bebê fica muito prejudicado correndo risco de sofrer alguns  danos  pela não condição de cuidar do seu bebê.

O nascimento do bebê marca um brusco defrontar-se com o bebê real e aquele em que a mãe idealizou durante toda gestação.

A futura mamãe vivendo esse estado de sensibilidade e os primeiros estágios de vida da criança a remete a evocar à sua própria infância e as relações que teve com sua mãe, provocando uma regressão psíquica  que a conduz a se identificar à criança que traz em seu ventre como o bebê que ela foi, frequentemente se identifica com uma imagem idealizada de si mesma, de um tempo em que teria sido objeto de amor total e incondicional de seus pais. Pode-se dizer que seu estado emocional para cuidar adequadamente de seu bebê depende das experiências vividas na sua infância.

Esse conjunto de circunstancias faz do período de perinatal uma fase plena de vicissitude e uma terra fértil para as projeções inconscientes dos pais, o que explica a complexidade dos processos de harmonização das primeiras interações entre mãe-bebê.

Quando isto acontece é necessário ajuda de um terceiro responsável para assumir  os cuidados tão importantes principalmente no inicio de vida do bebê. Esta relação mãe-bebê pode ser bastante prejudicada pela dificuldade de investimento narcísico da mãe  para com o bebê onde 16 a 20% dos casos de depressão pós-parto têm consequências prejudiciais no desenvolvimento do Self da criança (Mazet, 1990:Solis Salinas, 1906).

Em O Estranho (1895, 1ª parte, 11) Freud mostrou que o bebê nasce num estado de imaturidade neurológica que o deixa totalmente dependente de outro semelhante. O outro o socorrerá nas suas condições de inacabado, é a mãe.

Esta necessidade complexa do bebê elucida  o quanto, as condições psíquicas da mãe favorecem ou não a estrutura psíquica do bebê.

MARCELINA AP. SILVA TORIKAI
CRP 06/95464 - Psicóloga Clínica

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